29/12/2010

DÁ-ME CÁ MEU DESTEMPERO

Pertencemos ao tempo e somos
as pedras soltas que delimitam seu percurso

O que nos move pelo acaso
é o sopro incerto da fantasia

Hoje eu sei quanto tenho
Amanhã já não tenho nada do que fui

Ontem juntamos num abraço nós dois
Passageiros em tudo, todos: nós, o abraço, o querer

Dissolve-se nossa existência metodicamente
na roda caótica dos segundos

[ Pedra irregular e dissoluta. Templo
Ir, regular.
E esta poeira que nos rodeia, ela a tal eternidade? ]

[]

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