3 de nov de 2011

TERCEIRO CANTO DO MÊS DE TER PACIÊNCIA

Cedo ainda uma parte de nossa loucura desceu pela janela do outro lado
da rua, do segundo andar sem nossas mãos para guiá-la e sorrindo
de galho em galho antes de corromper-se entre as castas sanidades do dia, sumiu.
Movem-se todas estas montanhas sobre meu ombro onde moras e mesmo assim entre as frestas da jaula ainda respiramos: Louco amor!
O mesmo passo comedido [mastigue-se!] policia cada corredor da casa e vai parando porta a porta como se trouxesse a noite para acortinar suas janelas sonolentas. Passo a passo.
Cedo ainda me debruço sobre nossas saídas e embevecido da paternidade permito lágrimas que observam nossa loucura descendo pela janela do mundo. Vaivaiva menina...





Ilustração DAQUI



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